Verdade Oculta

SOMOS LIVRES EM NÓS MESMOS?

SOMOS LIVRES EM NÓS MESMOS?
“Amauri, como saber se as nossas ações proveem de nós mesmos ou são reflexos do meio a onde estamos inseridos”?
Só podemos falar e agir de acordo com o conhecimento que recebemos. Não existe algo que podemos falar ou fazer que seja totalmente originário de nós mesmos.
Todo conhecimento surge primeiramente na experiência da presentificação e depois pode ser representado, exemplo: alguém descobre uma caverna, a desenha e ensina um outro.
Portanto, todo conhecimento seja por presentificação e/ou representação formam camadas que vão sendo sedimentadas na memória, e, isso é a base da imaginação. Mas acontece que, a imaginação não imagina as coisas por ordem. É como uma sopa de letrinhas, que precisa ser organizada para formar palavras.
A imaginação pode misturar os fenômenos e criar algo novo, mas apenas com aquilo que recebeu pela percepção, exemplo: pode-se imaginar um leão com asas e que cospe fogo, mas só se pode imaginar tal figura, porque a percepção capturou esses elementos durante a vivência. Agora, é impossível imaginar algo que de maneira alguma foi capturado pelos sentidos.
Diferentemente de aceitar apenas que o homem é um ser constituído pela história e moldado pelo meio; prefiro acreditar que, a história é sintetizada por momentos e constituída numa correlação do homem com o tempo.
Nessa perspectiva a história não conduz o homem e nem o homem a história, mas ambos vão se constituindo a cada instante.
Ao se conduzirem mutualmente, o homem sempre acrescenta algo novo à história, e, essa ao homem.
Diante desse pano de fundo, penso que, a diferença entre ser apenas um mero reprodutor de pensamentos prontos; e gerador de novos conceitos e ações está na conscientização da verdade.
Portanto, o normal é que as nossas ações sejam filtradas pela consciência através do pensamento, de tudo aquilo que recebemos do mundo.